Gerando amor - Black Purpurin
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Gerando amor

Gerando amor

 GERANDO AMOR

 

Essa história  envolve uma mulher forte, uma criança vulnerável e um bilhão de obstáculos.  Mas, existe um amor capaz de superar cada um deles. Neide tinha 48 anos e morava no Rio Grande do Sul, quando tudo começou. Ela tinha muita vontade de adotar uma criança… uma menina. Mas a vida tinha preparado para ela um caminho um pouco diferente do que ela tinha em mente. Uma conhecida apresentou-lhe a uma adolescente de apenas 14 anos, que já estava na sua segunda gestação e que iria colocar a criança para adoção. O que lhe pareceu inicialmente que seria mais fácil – considerando que as filas para adoção são infinitas – a fez viver uma luta que jamais imaginou!

Neide foi então conhecer a genitora, uma menina de apenas 14 anos, de família bem pobre e com muitos outros problemas. Mas, levou a menina para casa, cuidou dela nesse tempo, e logo descobriram que ela era portadora de HPV. E devido as complicações oriundas do HPV, ela não conseguiu segurar o bebê, e então nasceu o João, aos 6 meses de gestação com 1,080kg, 29 cm no dia 28 de abril.  “Olhei aquela coisinha pequena na incubadora, botei as luvas, enfiei as mãos lá e disse “João, eu sou a sua mãe e te batizo em nome do pai, do filho e do espírito santo. Não tinha expectativas de que ele sobrevivesse, mas sobreviveu. E ai Deus chegou no meu ouvido e falou assim: Toma! O filho é teu! Tu virou mãe de novo!” nos contou Neide.

O filho é teu

E, após um mês na incubadora, João finalmente poderia voltar pra casa.  Porque, só precisariam de alguns cuidados iniciais. Porque, ele ainda estava muito vulnerável. Mas, Neide e João enfrentaram ainda mais 6 meses de internação. Isso devido à descoberta de uma meningite bacteriana. Mas, nesse momento ela já sabia: ele sobreviveria. Porque, não tinha outra maneira, ele precisava que sobreviver… e sobreviveu! E após os seis meses de internação, voltavam Neide e João pra casa!

O Amor sempre falou mais forte!

Certo dia, precisou resolver coisas para  sua loja. E então, Neide resolveu ligar para a mãe biológica do João, para que fosse lá cuidar dele apenas por duas horas. Mas, enquanto estava fora, o que aconteceu? A criança foi roubada! E como, deste o momento do nascimento do João, Neide estava ocupada salvando a vida do seu filho. E não havia parado para pensar sobre as documentações necessárias do processo de adoção, nem nada disso. E, ela não tinha a lei ao seu favor, e ouviu de advogados, promotores, do conselho tutelar e de muitas pessoas que não poderia se fazer nada, “Você não é a mãe”, eles diziam. Mas, Neide enfrentou uma grande e longa batalha para estar com seu filho novamente, vocês devem imaginar. E por mais que as vezes parecesse que não haviam caminhos, ela seguiu na sua luta e conseguiu vencer.

Não existe idade para ser mãe

E após esse capítulo, Neide e João se mudam para Florianópolis. E pouco tempo depois, o João começou a apresentar crises convulsivas. Sim: o João é especial. “Porque ele tem um défice cognitivo e não tem a memória recente. Mas, consegue lembrar de coisas que aconteceram há muito tempo atrás com perfeição”, nos conta Neide. E depois de tantos obstáculos no caminho dessa família, ainda enfrentaram mais alguns no caminho. Só na escola não foi diferente: sofreu discriminações tanto por outras crianças quanto por funcionários.

Teve que mudá-lo de uma escola particular para outra – ainda acreditando que seria o melhor para ele – mas de toda maneira, escola particular ou não, eles não davam ao João o tratamento ideal. Mas, Neide entrou então na terapia: tinha que aprender a ser mãe de uma criança especial, disse. E precisou aprender a lidar com a maneira que o mundo não havia se preparado para aceitar, conviver e amar as diferenças. E foi então que teve o seu encontro com Deus, nos contou Neide. E que tudo a partir dai mudou. Agora mais paciente e com mais fé de que tudo ficaria bem, está se preparando para colocar o João em uma nova escola, onde haveria uma professora mediadora para ajuda-los com todas as situações.

Enquanto houver Amor

“Se eu puder ajudar outras mulheres com essa história, quando escuto ‘ah eu quero um filho meu’, eu sempre digo: as vezes o seu filho do coração é muito mais seu do que aquele que você gerou na barriga. Eu tenho 3 filhos biológicos e eu tenho o João, e é tão bom… porque é a mesma coisa sabe. Ah, e não existe idade para ser mãe, hoje eu sei disso! (…) Quando as pessoas olham pra o João e perguntam se sou a avó dele, a resposta dele é: Ela não é a minha avó, é a minha mamãe. (…) E é isso, gerem um filho no coração!”

A maior mudança que a gente pode gerar no mundo é o amor, e enquanto houver amor, a gente sempre vai vencer os obstáculos nos nossos caminhos. O que mulheres como Neide nos ensina é isso. Gere amor, porque por amor, vale a pena viver.

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